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Será que você realmente não está nas mídias sociais?


Se você acha que não está presente nas mídias sociais porque sua empresa não tem um canal no Youtube ou um perfil no Twitter ou Facebook, está redondamente enganado!

Muito provavelmente, seu nome está circulando pela internet e o pior: você não tem idéia do que estão falando!

Vou contar um caso de insucesso que aconteceu com uma empresa norte-americana de cadeados chamada Kryptonite.

A Kryptonite é uma empresa especialista em cadeados que perdeu milhares de dólares porque, certa vez, alguém falou em um fórum que era possível abrir um de seus cadeados mais caros (no valor de US$ 100,00) com apenas uma caneta BIC.

Como não houve monitoramento de marca, a notícia foi se espalhando em outros fóruns e blogs até que alguém resolveu comprovar se era verdade: gravou um vídeo tentando abrir o cadeado com a caneta, e conseguiu.

Resultado: o vídeo foi publicado no Youtube, obteve milhares de visualizações, a empresa teve que retirar os cadeados do mercado e, de acordo com uma pesquisa feita pela CNN, para recuperar a credibilidade, a marca gastaria dezenas de milhares de dólares. Isso tudo porque não houve monitoramento.

 

E aí, será MESMO que sua empresa não está na Web?

Case extraído do livro “A Bíblia do Marketing Digital“, de Cláudio Torres.

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O sorvete social

Scoopville é uma pequena cidade famosa por seu sorvete, onde há mais de vinte anos a empresa Big Ice Cream vem produzindo sorvetes de excelente qualidade, em sua grande fábrica na cidade.

Um dia, a Big Ice Cream, preocupada com o atendimento de seus clientes, criou um grupo de trabalho que após vários estudos, descobriu que poderia maximizar os lucros da empresa, oferecendo três diferentes sabores de sorvete: chocolate, baunilha e morango. Os consumidores de Scoopville ficaram contentes com a novidade, afinal, nunca haviam imaginado que sorvetes pudessem ter sabores diferentes.

Mas um dia algo aconteceu em Scoopville. Uma nova invenção chegou à cidade. Um novo eletrodoméstico, que permitia a qualquer um fazer seus próprios sorvetes, a um custo competitivo. Isso mudou tudo.

Os Smith decidiram fazer sorvete de abacaxi. John fez sorvetes de pistache. Silvia, apaixonada por conservas, inventou o sorvete de picles. E de repente, todos na cidade começaram a inventar seus próprios sorvetes, de todos os sabores imagináveis, a um custo baixo, distribuindo depois a seus amigos e parentes.

Obviamente, alguns sorvetes eram mais populares que outros, mas tudo bem. O sorvete de picles da Silvia tinha poucos fãs, mas eles eram muito fieis, e se divertiam com a idéia de que eram os únicos que gostavam de sorvete de picles. Já o sorvete de John ficou tão famoso entre os amigos que ele criou sua própria loja, onde passou a vender os sorvetes que criava.

Com o tempo as pessoas começaram a pensar diferente sobre o sorvete.  Ele não tinha que vir só de uma fabrica: podia ser produzido por amigos e parentes. O sorvete se transformou em algo para compartilhar, para reunir pessoas, para se divertir.

A Big Ice Cream continuou fazendo seu melhor sorvete de baunilha da cidade e, para a surpresa deles, por causa do interesse em sorvetes, as vendas da empresa aumentaram. Mas foram os sabores originais e a criatividade dos sorvetes feitos pelos moradores que trouxeram pessoas de todos os lugares para a cidade.

Entretanto, os visitantes enfrentavam um problema. Eram muitos sabores e muitas pessoas fabricando. Os visitantes ficavam perdidos. Queriam conhecer os mais populares, os mais novos, os mais interessantes, mas tinham dificuldades de encontrá-los.

Então John teve uma idéia: colocou um painel na frente de sua loja e convidou seus clientes para escreverem o que achavam dos sorvetes que experimentaram. Eles podiam dar notas, indicar sorvetes e colocar comentários com suas impressões pessoais.

As pessoas adoraram a idéia. O painel de Silvia mostrou como seu sorvete era único, e o John se encheu de comentários positivos.

No final, algumas coisas ficaram claras: os sorvetes melhoraram, porque os fabricantes aprendiam diretamente de seus clientes; as opiniões nos painéis funcionavam melhor que qualquer propaganda, atraindo mais clientes; e os painéis permitiam que os consumidores encontrassem exatamente os sorvetes desejados.

A combinação da nova tecnologia com uma nova maneira de se relacionar com as pessoas e os consumidores tornou Scoopville uma cidade única.

Referência: TORRES, Claudio. A Bíblia do marketing digital: tudo o que você queria saber sobre marketing e publicidade na internet e não tinha a quem perguntar. São Paulo: Novatec Editora, 2009.

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