Posts Marcados comportamento do consumidor

O sorvete social

Scoopville é uma pequena cidade famosa por seu sorvete, onde há mais de vinte anos a empresa Big Ice Cream vem produzindo sorvetes de excelente qualidade, em sua grande fábrica na cidade.

Um dia, a Big Ice Cream, preocupada com o atendimento de seus clientes, criou um grupo de trabalho que após vários estudos, descobriu que poderia maximizar os lucros da empresa, oferecendo três diferentes sabores de sorvete: chocolate, baunilha e morango. Os consumidores de Scoopville ficaram contentes com a novidade, afinal, nunca haviam imaginado que sorvetes pudessem ter sabores diferentes.

Mas um dia algo aconteceu em Scoopville. Uma nova invenção chegou à cidade. Um novo eletrodoméstico, que permitia a qualquer um fazer seus próprios sorvetes, a um custo competitivo. Isso mudou tudo.

Os Smith decidiram fazer sorvete de abacaxi. John fez sorvetes de pistache. Silvia, apaixonada por conservas, inventou o sorvete de picles. E de repente, todos na cidade começaram a inventar seus próprios sorvetes, de todos os sabores imagináveis, a um custo baixo, distribuindo depois a seus amigos e parentes.

Obviamente, alguns sorvetes eram mais populares que outros, mas tudo bem. O sorvete de picles da Silvia tinha poucos fãs, mas eles eram muito fieis, e se divertiam com a idéia de que eram os únicos que gostavam de sorvete de picles. Já o sorvete de John ficou tão famoso entre os amigos que ele criou sua própria loja, onde passou a vender os sorvetes que criava.

Com o tempo as pessoas começaram a pensar diferente sobre o sorvete.  Ele não tinha que vir só de uma fabrica: podia ser produzido por amigos e parentes. O sorvete se transformou em algo para compartilhar, para reunir pessoas, para se divertir.

A Big Ice Cream continuou fazendo seu melhor sorvete de baunilha da cidade e, para a surpresa deles, por causa do interesse em sorvetes, as vendas da empresa aumentaram. Mas foram os sabores originais e a criatividade dos sorvetes feitos pelos moradores que trouxeram pessoas de todos os lugares para a cidade.

Entretanto, os visitantes enfrentavam um problema. Eram muitos sabores e muitas pessoas fabricando. Os visitantes ficavam perdidos. Queriam conhecer os mais populares, os mais novos, os mais interessantes, mas tinham dificuldades de encontrá-los.

Então John teve uma idéia: colocou um painel na frente de sua loja e convidou seus clientes para escreverem o que achavam dos sorvetes que experimentaram. Eles podiam dar notas, indicar sorvetes e colocar comentários com suas impressões pessoais.

As pessoas adoraram a idéia. O painel de Silvia mostrou como seu sorvete era único, e o John se encheu de comentários positivos.

No final, algumas coisas ficaram claras: os sorvetes melhoraram, porque os fabricantes aprendiam diretamente de seus clientes; as opiniões nos painéis funcionavam melhor que qualquer propaganda, atraindo mais clientes; e os painéis permitiam que os consumidores encontrassem exatamente os sorvetes desejados.

A combinação da nova tecnologia com uma nova maneira de se relacionar com as pessoas e os consumidores tornou Scoopville uma cidade única.

Referência: TORRES, Claudio. A Bíblia do marketing digital: tudo o que você queria saber sobre marketing e publicidade na internet e não tinha a quem perguntar. São Paulo: Novatec Editora, 2009.

, , , , ,

Deixe um comentário

Introdução às mídias sociais

O que são mídias sociais?
Meios de transmissão de informação e conteúdo. Em geral, carregam diversas formas de relacionamento: conhecer, trocar mensagens e criar grupos.
São mídias abertas ao público, têm custo baixo e vida própria. Sendo assim, você como empresa, deve interagir com seus clientes e ter uma eficiente estratégia de comunicação para atingí-los.

A socialização das mídias
Muito se fala sobre o avanço gigantesco que está modificando a vida das pessoas. Já não se pensa apenas de acordo com os pais, familiares ou amigos de escola; nem a televisão e o rádio são os únicos meios de influência. Agora se pode conversar e relacionar com pessoas do mundo inteiro, seja por meio de música, vídeos, textos ou busca de relacionamentos. Em apenas alguns segundos você pode falar com alguém do outro lado do mundo, vê-lo, escutá-lo e trocar experiências. Esse é um momento ímpar onde o conhecimento é compartilhado e divulgado.

E as empresas no meio disso tudo? Como ficam?
Elas estão correndo atrás para acompanhar seus clientes. Perceberam que eles não apenas aceitam informações e acreditam nos comerciais, mas procuram saber, conversam com outras pessoas, “tuítam”, entram em comunidades do Orkut, tornam-se fãs no Facebook e postam vídeos no Youtube. Sem contar tantas outras mídias.

Como acompanhar o cliente?
Por meio da atenção ao comportamento do consumidor e do marketing de relacionamento. Com isso, a empresa cria um vínculo com o cliente e conquista sua fidelização.

Case: Obama

Um dos casos de maior impacto internacional foi o do Obama, que criou perfis no Twitter, um canal no Youtube (com cerca de 1.800 vídeos postados e 200 milhões de visualizações) e mais de 500 grupos de discussão criados no Facebook. Com isso, mais de 67% do montante arrecadado em contribuições vieram da internet.

E você, vai ficar fora dessa?

—–

Referências:
TORRES, Cláudio. A Bíblia do Marketing Digital – Tudo o que você queria saber sobre Marketing e Publicidade na Internet e não tinha a quem perguntar. SãoPaulo:Novatec Editora, 2009.

REVISTA WEBDESIGN. Rio de Janeiro:ARTECCOM, 2010.

, , , ,

Deixe um comentário